Utilizamos cookies próprios e de terceiros para melhorar a sua experiência e os nossos serviços, analisando a navegação no nosso sítio web. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita o seu uso. Pode obter mais informação na nossa página Termos de Uso e Privacidade

Aveiro desenvolve bioplástico de batata

Criada em: 15 outubro de, 2015

Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro desenvolveu um bioplástico para a indústria alimentar, a partir de batata, que promove uma melhor conservação dos alimentos.

O bioplástico resulta de um trabalho de colaboração entre os departamentos de Química e de Engenharia de Materiais e Cerâmica, e é desenvolvido exclusivamente a partir da batata, com o objetivo de substituir o plástico sintético na embalagem de alimentos, já que além de ser biodegradável, permite uma melhor conservação dos produtos alimentares, quando comparado com os plásticos tradicionais.

Produzidas à base de amido, um dos hidratos de carbono presentes nas batatas e cujas propriedades permitem obter películas transparentes, resistentes à rutura, inodoras e sem sabor, as bioembalagens produzidas em Aveiro são também uma barreira eficaz entre o alimento e o exterior.

"A biodegradabilidade inerente às embalagens de amido é a grande vantagem em relação aos plásticos", aponta Idalina Gonçalves, investigadora do projeto, que lembra que o "aumento considerável nos últimos 20 anos de embalagens sintéticas [plásticos] tem agravado o problema de eliminação de resíduos".

Citada num comunicado da Unviersidade, Idalina Gonçalves realça também "as boas propriedades de barreira, nomeadamente ao oxigénio e ao vapor de água, dos filmes de amido, quando comparados com os materiais sintéticos".

No horizonte da equipa científica está também a possibilidade da embalagem bioplástica poder fornecer informações relevantes aos consumidores. No laboratório os químicos preparam-se para adicionar às películas já desenvolvidas moléculas capazes de detetar a degradação dos alimentos, sensores de humidade e de temperatura.

"Um dos nossos objetivos é, por exemplo, desenvolver materiais colorimétricos que respondem às alterações das propriedades físico-químicas dos alimentos [como indicadores de tempo, temperatura, pH ou frescura], permitindo ao consumidor uma avaliação da qualidade dos seus alimentos", revela a equipa de investigação.

Fonte: http://www.jn.pt/