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Clean room, a chave da Plásticos Futura para abrir a porta a novos negócios

Criada em: 20 maio de, 2015
Uma sala branca, ou clean room, que possibilita a execução de tarefas de injeção em ambiente controlado, através da renovação do ar e da gestão da humidade, pressão e temperatura, vai catapultar a Plásticos Futura para novas oportunidades de negócio junto das indústrias médica e farmacêutica, eletrónica e aeroespacial.

A empresa da Marinha Grande, que tradicionalmente trabalha com clientes da área alimentar, como a Imperial (dos chocolates Regina), Unilever e Guylian, e domina o mercado de copos descartáveis em Portugal, investiu mais de 1 milhão de euros numa célula de produção que se distingue, na região centro, por apresentar certificação Iso 6 (que obriga a 60 renovações de ar por hora) e três compartimentos (antecâmara, produção e embalamento).

Assemelha-se a um bloco operatório”, afirma Miriam Moniz, Gestora de Clientes Exportação. “Sem esta sala [equipada com uma máquina de 120 toneladas totalmente robotizada] não poderíamos trabalhar para áreas da indústria que são muito exigentes. Permite-nos maior valor acrescentado, novas competências e diferenciação. Para além disso, queremos colocar esta clean room ao dispor da investigação e desenvolvimento de produto através de parcerias com universidades e politécnicos”.

De resto, as peças à medida, que constituem soluções para necessidades específicas, há muito que fazem parte do modus operandi da Plásticos Futura.

“Cada vez mais os clientes querem projetos chave-na-mão. Partimos da ideia inicial e fazemos todos os estudos associados ao desenvolvimento de produto, redução de custos, técnicas de impressão e serigrafia, rotulagem e embalamento”, explica Miriam Moniz.

A diversificação dos sectores de aposta é um processo que se iniciou há dois anos, com a aquisição de equipamentos baseados em técnicas de sopro, que abriram caminho à produção de frascos para cosméticos. Um passo que o investimento na clean room vai aprofundar.

Fundada em 1977, a empresa teve nos paliteiros de plástico o seu primeiro produto, que ainda representa 25% do volume de negócios. No entanto, são os artigos para catering a área de maior destaque no mercado, em especial os copos descartáveis, utilizados, por exemplo, em bares, festivais de música e festas académicas.

O catering significa 25% da faturação da Plásticos Futura, percentagem idêntica às embalagens para chocolataria. O restante encontra-se distribuído por vários sectores.

Com a exportação a valer 40% da faturação, Espanha é o destino mais importante além-fronteiras. Recentemente, Marrocos e Polónia assumiram a segunda e terceira posição, respetivamente, com o estado muçulmano a funcionar como ponte para outros mercados do Norte de África.

A produção automatizada e em turnos de 24 horas (durante seis dias) tem sustentado o trajeto internacional de uma empresa que já vendeu para Israel e Malásia e exporta com regularidade para 15 países. Emprega 25 pessoas e no ano passado obteve um volume de negócios de 3,5 milhões de euros, mais 30% do que em 2012.