Utilizamos cookies próprios e de terceiros para melhorar a sua experiência e os nossos serviços, analisando a navegação no nosso sítio web. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita o seu uso. Pode obter mais informação na nossa página Termos de Uso e Privacidade

Empresas nacionais vão investir 30 milhões em Cuba

Criada em: 5 janeiro de, 2016

Moldes plásticos, componentes para automóveis, construção, papel, conservas, produtos hospitalares e câmbios são os sectores nacionais na linha da frente para entrar em Cuba.

Está na fase de arranque a primeira série de investimentos de empresas portuguesas em Cuba, na sequência da normalização das relações políticas e diplomáticas entre aquele país das Caraíbas e os Estados Unidos e tendo em vista o previsível fim do embargo comercial e económico norte-americano e ocidental à ilha de Fidel Castro.

“Neste momento, os investimentos já acordados e em fase final de negociação das empresas portuguesas em Cuba já devem ascender a cerca de 30 milhões de euros. Já se celebraram diversos memorandos de entendimento com empresas portuguesas que querem investir em Cuba, desde o sector da indústria de moldes plásticos, de componentes para automóveis (cerca de 12 milhões de euros de investimento), na área do papel (cerca de 10 milhões), ou na indústria da construção (cerca de dois milhões)”, revela ao Diário Económico Américo Castro, presidente da Câmara de Comércio Portugal-Cuba (CCPC).

Segundo este responsável, “também já foi feito o registo da empresa e iniciou-se o processo negocial para uma empresa portuguesa do sector das conservas”, que não quis revelar.

“Há ainda mais duas empresas portuguesas, a Raclac, integrada num grupo que factura cerca de 400 milhões de euros por ano, e a Docworld, que entraram agora na área dos produtos hospitalares. Há também interesse de empresas portuguesas em Cuba no sector do turismo, no segmento de ‘sightseeing’ e dos cruzeiros”, acrescenta Américo Castro.Este crescente interesse das empresas portuguesas pelo mercado cubano foi visível na recente FIHAV – Feira Internacional de Havana de 2015, que se realizou na capital cubana de 2 a 7 de Novembro do ano passado.

O certame contou este ano com a presença de mais de 90 empresários portugueses e teve 17 empresas nacionais a expor. Ocorreram as visitas do presidente da Aicep, Miguel Frasquilho, e do novo embaixador de Portugal em Cuba, Luís Faro Ramos. “Já durante a feira foi assinado um negócio entre uma empresa portuguesa de câmbios, a Realtransfer, e o Estado cubano. Esta empresa tem agora a possibilidade de entrar em Cuba como operador de câmbios, que é sempre uma área delicada da economia, e para a qual já tem licença”, adianta Américo Castro, revelando mais um negócio de uma empresa lusitana em Cuba.

O presidente da CCPC sublinha que já foi publicado um novo caderno de oportunidades para o investimento em Cuba, apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz.

Foram também apresentados os projectos já aprovados para a zona especial de Mariel, dos quais oito são de megadimensão. Há mais de 200 projectos de investimentos que aguardam aprovação para a zona económica especial de Mariel, que poderão interessar às empresas portuguesas.Américo Castro adianta ainda que a CCPC vai dentro em breve assinar um protocolo com a Aicep com vista à divulgação e promoção de oportunidades em Cuba, à realização de eventos e à organização da presença portuguesa na FIHAV em 2016.

“Estou convencido que até lá se fecharão muitos negócios entre empresas portuguesas e Cuba. Penso que 2016 será um ano fortíssimo de negócios portugueses em Cuba.A FIHAV trouxe resultados para algumas empresas portuguesas. Houve umas que se expuseram pela primeira vez e que, por isso, já iniciaram o processo de registo em Cuba”, realça Américo Castro.

O presidente da CCPC considera que “o embargo dos Estados Unidos está no fim, esse processo não vai parar” e, por isso, “temos aqui uma oportunidade única para as empresas portuguesas poderem, no momento mais assertivo de todos, entrar em Cuba e poder crescer”.

Fonte: http://economico.sapo.pt/