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Exportações para a China «disparam»

Criada em: 7 abril de, 2016

As exportações portuguesas de calçado para a China duplicaram em 2015 para um total 12 milhões de euros. Acresce que o preço médio do calçado português comercializado no gigante asiático é o mais alto de todos os 152 mercados de destino das exportações nacionais e ascende a 42 euros. O trabalho persistente iniciado no passado recente começa, assim, a frutificar.

 

A China perfila-se não só no horizonte das empresas portuguesas como é um mercado estratégico numa lógica de diversificação de mercados. Para Sérgio Cunha, da Nobrand, “o mercado chinês começa já a ser muito interessante para as empresas portuguesas”. Fortunato Frederico revela que “a Fly London começa a ver resultados comerciais interessantes na China”. Para Joaquim Moreira, da Felmini, “considera que será um mercado estratégico para o futuro”. Já para Luís Onofre “trata-se de um mercado com um potencial extraordinário.

 

China destrona Japão

A China destronou, recentemente, o Japão como maior mercado de produtos de luxo. Segundo a Academia Chinesa de Ciências Sociais, já no próximo ano, a China responderá por uma fatia muito próxima dos 30% de todos os produtos de luxo comercializados à escala global. A China tem hoje sensivelmente 200 bilionários, um pouco menos de um milhão de milionários e 65 milhões de pessoas com poder de compra elevado, que investem de forma regular em artigos de luxo.

 

Sinais a reter

Ainda que seja umas das economias mais pujantes a nível internacional, há alguns sinais de alerta na economia chinesa que importa, desde já, reter. A economia chinesa registou, o ano passado, o menor índice de crescimento em 25 anos (o Produto Interno Bruto chinês cresceu 6,9%, em 2015, o menor resultado desde 1990). O atual cenário aumenta os temores sobre o gigante asiático, que é visto como o motor económico mundial, nomeadamente porque em causa estarão alterações de fundo no tecido industrial.

 

Com efeito, segundo o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, a China "continuará a reduzir o excesso de capacidade na indústria, mas evitará a perda massiva de empregos", enfatizou Li em conferência de imprensa. Pequim está a encetar uma transição no modelo económico do país, visando uma maior preponderância do setor dos serviços e o encerramento de unidades de indústria pesada vistas como "improdutivas". Li anunciou, inclusivamente, no início do mês a criação de um fundo de 100 mil milhões de yuan (cerca de 14 milhões de euros) para subsídios e compensações para trabalhadores que percam o emprego no âmbito do processo de reestruturação industrial. Esse fundo poderá ser aumentado, caso seja necessário, ainda que se anteveja que os setores dos serviços e tecnologia ajudarão a absorver a mão-de-obra dispensada. 

 

Fonte:  CTCP / portugueseshoes