Utilizamos cookies próprios e de terceiros para melhorar a sua experiência e os nossos serviços, analisando a navegação no nosso sítio web. Ao continuar a navegar, consideramos que aceita o seu uso. Pode obter mais informação na nossa página Termos de Uso e Privacidade

Há moldes que nos tratam da saúde

Criada em: 15 janeiro de, 2016

Um modelo de crânio desenvolvido através de impressão 3D, também conhecida como tecnologia de fabricação aditiva, é apenas um exemplo do potencial que a indústria de moldes pode oferece na área da Saúde.

O projeto surgiu no seio do Centimfe - Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, que tem apostado no desenvolvimento de soluções, competências e tecnologias que permitam ao sector responder a novas necessidades nas mais diversas áreas.

Reproduzido com precisão a partir de uma TAC e recurso a tecnologia de computação gráfica, o modelo do crânio permitiu a um cirurgião visualizar, estudar e testar ferramentas e preparar a intervenção a realizar. O método pode ser utilizado para reproduzir outros materiais para o corpo humano.

Condicionado pela confidencialidade a que está obrigado, Rui Tocha, diretor do Centimfe, nada revela sobre os projetos em curso. Sublinha apenas que o centro possui tecnologia e trabalhos feitos que podem servir de suporte nas áreas da cirurgia, implantologia e próteses, desde o design, conceção do produto, avaliação, certificação à prototipagem.

Mas não só. Assumindo-se com laboratório de apoio às empresas para o desenvolvimento de dispositivos médicos e outros produtos da indústria médica, o Centimfe tem apostado noutros projetos que podem ser também colocados ao serviço da Saúde.

É o caso do X-nano - Valorização de aparas metálicas, que visa a recuperação e reciclagem destes resíduos em pó metálico com vista ao seu reaproveitamento na cadeia de produção.

“Estamos a trabalhar em materiais que podem ser aplicados em próteses e dispositivos médicos, e que podem ir da bengala ao andarilho”, exemplifica.

Já o projeto Micro-Handling, que “mistura a micro-fabricação com a automação, visa moldar micro-peças, facilitando a sua manipulação.

“As soluções que servem para a indústria automóvel também podem servir para a saúde, nomeadamente ao nível da micromanipulação onde é preciso ter fabricação controlada e ambientes limpos”, sublinha.

“As tecnologias são suficientemente abrangentes e é essa a grande novidade da nossa indústria. Conseguimos trabalhar para vários sectores, sendo que na área da Saúde, a exigência em termos de garantia de segurança é muito maior” e “os procedimentos muito mais apertados”, adianta Rui Tocha.

Ainda assim, são muitos os desafios em que a indústria de moldes pode servir de alavanca à da saúde, estando o Centimfe apostado e disponível para abrir caminho, nomeadamente ao nível da produção de ferramentas e dispositivos médicos, desde próteses e implantes, instrumentos ortopédicos, dispositivos costumizados, aparelhos médicos, equipamentos de laboratórios, embalagens ou modelos físicos, entre outros.

Rui Tocha apresenta um modelo de crânio desenvolvido para testar uma cirurgia

 

Fonte: http://www.regiaodeleiria.pt/