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Intermolde investe 3,3 milhões de euros para melhorar processo produtivo

Criada em: 28 agosto de, 2015
Tem quatro unidades fabris, mais de cem máquinas CNC e sete equipamentos de metalização a plasma. A Intermolde, na zona industrial da Marinha Grande, produz moldes para vidro (de embalagem e para cristalaria semi-automática e manual) e é líder de mercado a nível europeu.

Com exportações a rondar os 64%, vende para 24 países e nos últimos anos tem investido regularmente em nova tecnologia. Aposta que se mantém este ano: em Setembro deverá ter início um investimento de 3,3 milhões de euros. Este projecto, alvo de candidatura no âmbito do Portugal 2020, irá desenvolver-se durante o resto deste ano e ao longo do próximo e passa pela introdução de novas tecnologias que trazem inovação ao processo produtivo. O resultado será uma maior produtividade e, “acima de tudo”, maior qualidade, explicam Martins Ferreira, Jorge e Ricardo Ferreira. Serão beneficiadas com o investimento a Intermolde e a Vidrimolde: a primeira produz moldes para vidro de embalagem e a segunda para vidro de cristalaria semi-automática e manual. Nos últimos anos o investimento em novas tecnologias tem sido uma constante. Os responsáveis da Intermolde explicam que foram adquiridos novos equipamentos de metalização a plasma para revestimento dos moldes, centros de maquinação de seis eixos e feitos investimentos na robotização de processos. “Além da qualidade do revestimento do molde, outro dos aspectos que nos distinguem da concorrência é a robotização de alguns sectores da empresa”, explica Martins Ferreira. Nos últimos dois anos os investimentos rondaram os 2,5 milhões de euros. A estes juntam-se os três milhões aplicados nas novas instalações, na zona industrial, para onde a empresa mudou há cerca de um ano.

Que tipo de peças saem das quatro unidades fabris do grupo? Várias, todas relacionadas com o molde completo necessário para o fabrico do produto em vidro. No caso de uma garrafa, assegura desde os moldes de principiar aos de acabar, assim como fundos, tampões, postiços para tampões, cabeças de sopro, boquilhas e anéis, entre outros. Nomes técnicos que não dirão muito ao leitor, mas que designam as várias partes do molde que dará forma, por exemplo, à garrafa de cerveja mini, a uma garrafa de vinho, de azeite ou de néctar de fruta. Coca Cola, Heineken, Amstel Bier, Sagres e Azeite Gallo, entre muitas outras, são algumas das marcas cujas garrafas são produzidas com moldes do grupo da Marinha Grande. Além do mercado nacional, os moldes da Intermolde têm como destino países como Espanha, Alemanha, Itália, França, Bulgária e Polónia. Fora da Europa, Venezuela, Brasil, Egipto, Angola e Rússia, entre outros. No ano passado, a Intermolde vendeu, no total, 15,3 milhões de euros. A Vidrimolde vendeu quase 3,5 milhões de euros. No total, as duas empresas empregam cerca de 170 pessoas. A estas juntam-se as 17 da Mego, que se dedica à reparação de moldes. Há que referir ainda a participação de 50% na Ferespe, de Famalicão, uma fundição de ferro para moldes.