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MIT cria impressora 3D que trabalha com 10 materiais ao mesmo tempo

Criada em: 26 agosto de, 2015
Pesquisadores do MIT desenvolveram uma impressora 3D capaz de usar 10 fotopolímeros de uma vez só. E, segundo o Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory (CSAIL), eles conseguiram fazer isso por menos de US$ 7 mil. Para você ter uma ideia – sistemas que imprimem três materiais distintos de uma vez só podem custar um pouco mais: cerca de US$ 250 mil.

A impressora MultiFab 3D mistura gotículas microscópicas de um fotopolímero que, em seguida, são expulsas por meio de cabeças de impressão de tinta a jato, um processo semelhante a impressoras de escritórios. 

No entanto, diferente dos modelos já disponíveis, o processo de impressão é computacionalmente intenso e requer processamento de muitos gigabytes de dados visuais para combinar os vários polímeros, explicam os pesquisadores. 

Até então, a MultiFab 3D só usou fotopolímeros ultravioletas curáveis – o que significa que eles são endurecidos por um sistema de iluminação a LED.

“Materiais como co-polímeros, hidrogel e baseados em solventes podem ser adaptados para serem usados dentro de nossa plataforma”, explicaram os pesquisadores em um estudo sobre a impressora. 

A estimativa é que  custo de impressão saia por cerca de US$ 10 cada meio quilo.

Atualmente, os materiais para impressora incluem um material rígido, materiais elásticos, material de alto índice de refração, de baixo índice de refração e um material de apoio.

Além disso, a impressora consegue se autocalibrar e autocorrigir o seu trabalho de impressão, já que conta com um sistema de visão computacional integrado que automaticamente reajusta a cabeça da impressora caso um erro aconteça. 

O sistema pioneiro criado pelos pesquisadores do MIT é feito exclusivamente de materiais de baixo-custo. 

O uso de visão computacional para feedback simplifica o design e compensa em software as deficiências de hardware. 

Para Terry Wohlers, analista chefe da empresa de pesquisa Wohler Associados, a MultiFab é um sistema de impressão de fotopolímero de alguma forma similar ao que a Stratasys oferece por cerca de US$ 111 mil. 

No entanto, mesmo que o protótipo do MIT seja consideravelmente mais econômico que os criados pela indústria, isso não significa que para produzi-lo comercialmente saia barato, diz Wohlers.

“É uma coisa para um pesquisador em uma universidade determinar o custo de componentes que fazem uma máquina, mas isso é totalmente diferente do que comercializar um produto e tornar um negócio sustentável”, completa. “Quando executivos e investidores são envolvidos, grandes ajustes são geralmente feitos em relação ao preço”. 

Anthony Vicari, analista na Lux Research, disse que uma impressora 3D feita com materiais que custaram cerca de US$ 7 mil não deve competir com impressoras 3D disponíveis no mercado, onde alguns sistemas custam milhares de dólares.

Entretanto, Vicari acredita que a impressora criada pelo MIT pode chegar ao mercado por um preço abaixo dos U$S 20 mil e que isso pode muito bem desafiar tanto as habilidades quanto estruturas em relação a preços das atuais impressoras que custam entre U$S 50 mil e US$ 250 mil. 

Uma vez que a impressora permite imprimir com uma grande variedade de materiais, pesquisadores indicam que ela poderia ser usada para imprimir praticamente tudo, desde cases para smartphones a lentes do diodo emissor de luz.

IN: http://idgnow.com.br/