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PARCERIA DE UMINHO PERMITE CRIAÇÃO DE NOVO BIOPOLÍMERO ECOLÓGICO E RESISTENTE

Criada em: 15 julho de, 2015
Fibra de celulose de eucalipto permite gerar mais-valia na indústria automóvel, de mobiliário, entre outros, refere a UMinho em comunicado.

O projeto Valorcel surge de uma parceria entre o Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) da Universidade do Minho (UMinho), o Grupo Portucel Soporcel e o Instituto de Investigação da Floresta e Papel (RAIZ), desenvolvendo sistemas poliméricos reforçados com fibra de celulose, valorizando a aplicação em produtos ecossustentáveis


A fibra de celulose, que deriva da produção de pasta de papel, é combinada com diferentes polímeros sintéticos e biodegradáveis, sendo o seu comportamento otimizado, sobretudo para aplicações específicas como, por exemplo, em componentes para a indústria automóvel, de mobiliário e de bens de consumo”, explica o responsável.De acordo com Bruno Pereira da Silva, investigador do PIEP e diretor do projeto, o projeto “estudou a incorporação de fibra natural de eucalipto, proveniente do processo de produção de pasta de papel, para o reforço de sistemas poliméricos, melhorando de forma significativa o seu desempenho mecânico e ambiental”.

A pertinência desta linha de investigação e desenvolvimento é suportada, não só nas normas de certificação ambientais implementadas em determinados setores industriais, como também, na constante procura da performance aliada à sustentabilidade. “A substituição de componentes por equivalentes de compósitos de fibras de celulose torna-se uma alavanca para a competitividade, quando baseada no custo e no desempenho das matérias-primas”, refere Bruno Pereira.


Posteriormente, a pasta de papel é enviada para o PIEP que, após a “secagem, efetua a mistura da fibra e do polímero num processo de extrusão de materiais, dando origem a um biopolímero mais resistente e ecológico”. De seguida, são realizados testes de caracterização do biopolímero, essencialmente, de resistência mecânica. A validação final do biopolímero é verificada através da “produção por moldação por injeção de componentes reais como, por exemplo, consolas e painéis de veículos”. Os novos produtos atestam a sua mais-valia ao nível do custo ambiental, incorporando materiais naturais e diminuindo a utilização de matérias-primas fósseis.Segundo o mesmo comunicado, o processo tem início na fábrica de Cacia da Portucel, em Aveiro, onde o “material lenhoso do eucalipto descascado é destroçado e transformado em aparas de madeira, seguindo-se o cozimento, a lavagem e o branqueamento, resultando daí uma pasta. Esta pasta é, então, submetida a uma série de testes físicos, químicos e mecânicos no RAIZ, que permitem otimizar a compatibilidade entre a fibra e o polímero”.

IN: Gazeta do Rossio