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Pesquisadores inspiram-se no formato das teias para fabricar polímero.

Criada em: 24 junho de, 2015
Resistência, elasticidade e estabilidade. Essas características, tão buscadas por engenheiros que se dedicam à fabricação de novos materiais, sobram na teia de aranha. A seda produzida pelo aracnídeo chega a ser 10 vezes mais forte que o aço. Pois foi imitando a estrutura desses fios naturais que pesquisadores canadenses conseguiram criar um polímero ultrarresistente e de baixo custo que poderá ser incorporado a impressoras 3D e usado na fabricação das mais variadas peças, de coletes à prova de bala a equipamentos cirúrgicos.

O projeto do novo material, apresentado recentemente na revista especializada Advanced Materials, surgiu quando Frederick Gosselin observou a dificuldade de seus alunos de robótica em manipular certos materiais. “Os estudantes relatavam que um dos materiais utilizado para montar robôs assumia a forma de linhas onduladas quando eles tentavam fazer retas. Como quando você derrama um filete de mel e ele dança ao atingir o prato”, conta ao Correio o professor da Escola Politécnica de Montreal e um dos autores do trabalho.

Essas ondas lembraram Gosselin das teias de aranha, que têm grande resistência justamente por ser produzidas em forma de mola, o que aumenta o número de ligações que precisam ser desfeitas antes de o material se romper. Talvez, pensou o cientista, fosse possível criar polímeros mais resistentes mudando seu formato.

O professor e colegas partiram então para a pesquisa. Eles criaram uma solução de ácido polilático (PLA) — material biodegradável de plástico feito a partir de amido de milho — dissolvido em um líquido volátil e incolor chamado diclorometano. Eles então despejaram filetes dessa solução sobre uma pequena esteira em movimento. Quando os filamentos caíam na superfície móvel, eles formavam laços. Depois, era só esperar o diclorometano evaporar para que o polímero enrijecido e reestruturado surgisse.